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“Quando o valor precisa ser provado.”

Especialista em Avaliação de imóveis em São Paulo

Perito judicial e avaliador de imóveis em São Paulo, com avaliações técnicas fundamentadas para processos judiciais, leilões, inventários, partilhas, garantias e decisões patrimoniais.

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Caso Apex: perito judicial só analisou 23 empresas por falta de documentos

Caso Apex: perito judicial só analisou 23 empresas por falta de documentos Caso Apex: perito judicial só analisou 23 empresas por falta de documentos

Carlos Alberto Silva

Apenas 23 empresas, das 177 listadas em ação na Justiça do Espírito Santo como integrantes do grupo Apex, foram analisadas pelo perito nomeado. O primeiro relatório aponta que o trabalho foi afetado pela falta de documentos.

No documento entregue no último dia 31, a Laspro Consultores informa que só foi possível avaliar a situação, de forma superficial, de 12,9% das empresas que compõem o grupo. “As demais 155 sociedades, entre elas a totalidade das sociedades limitadas do grupo, não apresentaram qualquer demonstração contábil”, informa o texto.

É explicado ainda que parte da documentação analisada foi obtida por meio de acervos eletrônicos públicos, é o caso das demonstrações contábeis. Ainda assim, os dados estavam incompletos. Do grupo analisado, apenas 11 dispunham da série histórica contínua de 2023 a 2025; as outras 12 apresentaram documentação incompleta, sendo a ausência do balanço de 2025 (ano considerado chave) a falha mais recorrente.

Em 20 de agosto, em manifestação à Vara de Recuperação Judicial e Falência de Vitória, a Laspro já havia reclamado sobre a ausência dos documentos, e houve determinação para que o material fosse entregue.

Achados

Segundo o relatório da perícia, a ação da Apex alega que a crise do grupo se desenrolou de forma aguda no primeiro semestre deste ano. No entanto, como a escrituração disponível se encerra em 31 de dezembro de 2025, os eventos que geraram a crise não são passíveis de verificação nos registros contábeis obtidos pela Laspro.

A primeira análise também apontou “deficiências relevantes”. Entre os achados estão empréstimos e repasses entre empresas do grupo que não têm prazos, taxas ou garantias definidos. Além disso, os números do endividamento não batem, passando de R$ 258,2 milhões no final de 2025 para R$ 985,6 milhões em junho de 2026. Outro ponto indicado foi de que as unidades operacionais registraram receita operacional líquida (faturamento) zero.

O relatório aponta que os indícios encontrados ainda não autorizam uma opinião conclusiva. Acrescenta que isso dependerá da confirmação de quais empresas vão confirmar o pedido de recuperação judicial e fazer a comprovação da documentação exigida por lei.

A crise da Apex teve início em agosto, quando ocorreu o afastamento do seu presidente, Fernando Antônio Kulnig Cinelli. Um dia depois, o grupo recorreu à Vara de Recuperação Judicial e Falência de Vitória pedindo blindagem do seu patrimônio e apontando montante de dívidas que chega a R$ 975 milhões.

Em nota,Fernando Cinelli informa que sempre exerceu suas funções executivas na Apex com seriedade e transparência. Acrescentou que reitera o seu comprometimento com a elucidação dos fatos, defende ainda a necessidade de uma apuração documental independente sobre os dados referentes às empresas e a cadeia de informações e decisões dentro do grupo.

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Fonte: A Gazeta

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