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Juca Kfouri
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Aventureiros aparecerem na mais que centenária vida corintiana não é novidade.
Basta citar três nomes recentes: Andrés Sanchez, Duílio Monteiro Alves e Augusto Melo.
Do nada, sem coisa alguma que os autorizasse em seus currículos, viraram presidentes do clube mais popular do estado economicamente mais importante do país.
Paralelamente ao desgoverno do trio, apareceu até um cidadão que dizia ter um bilhão de reais para pagar a dívida do clube.
Agora surge um perito que garante a situação do Corinthians como credor, e não como devedor, da Caixa Econômica Federal na quitação do estádio em Itaquera.
Com uma diferença gritante: Anísio Costa Castelo Branco tem nome, biografia e uma sólida empresa de peritagem para zelar.
Desculpe pelo textão, mas veja o currículo do profissional que procurou Sanchez e Monteiro Alves sem ser atendido e que agora encontrou atenção no Ministério Público de São Paulo:
“Mestre em Educação Matemática pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo – PUC (2018), Pós-Graduação em Recuperação Judicial e Falência de Empresas – FADISP(2019), MBA em Administração Gerencial com ênfase em Finanças pela Universidade São Francisco – USF (2001) e graduação em Administração pela Faculdade de Ciências Administrativas e Contábeis – FCB (1997). Especialização em Didática do Ensino Superior pelo SENAC/SP. Coordenador da Comissão de Recuperação Judicial de Empresas (CRJ), Conselheiro da Comissão de Perícia Judicial (CPJ), ambos no Conselho Regional de Administração de São Paulo (CRA/SP), Presidente da Associação Brasileira dos Peritos Judiciais (ABRAPEJ), Presidente da Centralizadora de Cálculos Judiciais e Extrajudiciais (CAJESP), Presidente do Instituto Brasileiro de Finanças, Perícias e Cálculos (IBRAFIN), tendo atuado como perito judicial assistente técnico, ao longo de 15 anos, com mais de 5.000 Laudos Técnicos emitidos. Perito e parecerista convidado do Ministério Público de São Paulo (MPSP), na área de Matemática Financeira e Cálculos Habitacionais. 30 anos de experiência profissional em planejamento financeiro, adquirida em atividades executivas, auditoria e consultoria em empresas de pequeno, médio e grande porte dos mais variados segmentos empresariais. 20 anos de atuação como professor de Matemática Financeira, Orçamento Empresarial, Planejamento Financeiro e Estratégico em cursos livres, graduação, pós-graduação e extensão universitária, adquirida em instituições como: IPT/USP, SENAC/SP, UNIBAN, UNISA, FACULDADE SÃO LUIS, IPEC, FAPPES, CATHO, PROFINS, IBOPE, UNICSUL, INTEGRAÇÃO, entre outras. Autor de várias obras e artigos, destacando o (best seller) MATEMÁTICA FINANCEIRA APLICADA, 4 edição, pela Editora Cengage, 2015”.
Castelo Branco criou a CAJESP (Centralizadora de Cálculos Judiciais e Extrajudicial) em 2009, semente do IPI (Instituto de Perícia Investigativa), em 2026.
Dito isso, teria havido uma cobrança indevida pela CEF de 255 milhões de reais ao clube, a dívida de 640 milhões ainda cobrada não existe mais e o Corinthians teria 510 milhões a receber, considerados os juros sobre o que pagou a mais.
Daí o Ministério Público, por meio do promotor de Justiça Cássio Conserino, ter aberto procedimento administrativo para investigar a denúncia.
Se tudo estiver correto, além do óbvio alívio nas finanças alvinegras, incrível presente de 116 anos de aniversário, restará saber quem se beneficiou de semelhante absurdo.
Reportagem
Texto que relata acontecimentos, baseado em fatos e dados observados ou verificados diretamente pelo jornalista ou obtidos pelo acesso a fontes jornalísticas reconhecidas e confiáveis.
Fonte: UOL














