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As licenças de construção habitacional diminuíram 6,9% no primeiro semestre, mas o número de novos fogos licenciados cresceu 4%.
Mais fogos apesar da quebra nas licenças
O primeiro semestre de 2026 terminou com menos licenças de construção destinadas a projetos habitacionais, embora o número de casas autorizadas tenha seguido uma tendência oposta.
De acordo com a Síntese Estatística da Habitação da AICCOPN, foram emitidas 9.836 licenças para obras de construção e reabilitação habitacional até junho. O resultado corresponde a uma descida de 6,9% em comparação com o mesmo período de 2025.
Já o número de fogos licenciados aumentou 4%, para 22.216 habitações. A evolução sugere que os projetos aprovados apresentam, em média, uma dimensão superior à registada anteriormente.
No Norte, a tendência é ainda mais expressiva. Considerando os 12 meses terminados em junho, foram licenciados 20.403 fogos em construções novas, mais 17% do que os 17.401 contabilizados no período homólogo.
Os T3 representam a maior parcela dos fogos licenciados, com 37%, seguidos pelos T2, com 31%. As tipologias T0 e T1 correspondem a 26%, enquanto os imóveis T4 ou superiores representam 6%.
Construção acompanha maior procura por crédito
Apesar da descida das licenças de construção, outros indicadores apontam para uma maior atividade no setor. O consumo de cimento no mercado nacional chegou a 2,084 milhões de toneladas entre janeiro e junho, crescendo 5,9% face ao ano anterior.
Também o financiamento para comprar casa manteve uma evolução positiva. O novo crédito à habitação, sem considerar renegociações, totalizou 12.153 milhões de euros no primeiro semestre, mais 11,3% em termos homólogos.
Ao mesmo tempo, os preços das habitações continuam sob pressão. Em junho, a avaliação bancária registou uma valorização mediana de 16,6% face ao mesmo mês de 2025. Nos apartamentos, o aumento foi de 18,3%, enquanto nas moradias chegou aos 15,2%.
Os dados da AICCOPN mostram, assim, um cenário com menos licenças de construção, mas com mais fogos autorizados e uma atividade crescente na construção, no crédito e na avaliação dos imóveis.
Fonte: Redação
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Data: 1/9/2026
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