Transparência
Santa Casa move ação judicial em que cobra aumento de repasse, na ordem de R$ 158 milhões anuais, e alega défict
Fábio Oruê –
Uma das manifestações por falta de pagamento aos funcionários. (Leonardo de França, Jornal Midiamax)
O juiz Claudio Müller Pareja, da 2ª Vara de Fazenda Pública e de Registros Públicos, determinou os peritos que vão fazer a análise dos documentos do maior hospital de Mato Grosso do Sul. O município de Campo Grande afirmou que a Santa Casa estaria em déficit no cumprimento de metas de atendimento e exigiu perícia judicial para negociar aumento de repasses à Santa Casa.
A Santa Casa move ação judicial em que cobra aumento de repasse na ordem de R$ 158 milhões anuais. O caso está em litígio, e as partes ainda não chegaram a um acordo. Enquanto isso, o convênio anterior, de R$ 32,7 milhões por mês — R$ 392,4 milhões anuais — continua vigente por força de decisão judicial.
Perícia
O processo corre entre a Prefeitura de Campo Grande, o Governo do Estado e o hospital, e, como não houve indicação de perito por nenhuma das partes, Pareja determinou que o serviço será feito por Eduardo de Freitas Gomide e Marcos Starling, da GRC Visa Consultoria Empresarial.
Assim, os peritos vão analisar os documentos da Santa Casa desde 2021 — período acordado entre as partes. O laudo pericial deverá ser entregue em 60 dias após a realização da perícia. O início dos trabalhos será definido pela empresa.
Audiência definiu perícia
Os juízes Eduardo Lacerda Trevisan, titular da 2ª Vara de Direitos Difusos, e Claudio Müller Pareja, titular da 2ª Vara da Fazenda Pública e de Registros Públicos, conduziram uma audiência no dia 26 de junho e deram os encaminhamentos.
Ficou definido que será realizada a perícia para as partes avançarem nas negociações. Por outro lado, a presidente da Santa Casa, Alir Terra, mantém o discurso de desequilíbrio financeiro. “A situação é extremamente delicada”, disse na audiência.
“Para se ter uma ideia, os valores que recebemos estão praticamente congelados, enquanto os custos com insumos, medicamentos e dissídios coletivos de médicos, enfermagem e equipes multiprofissionais subiram de forma alarmante”, disse.
Então, argumentou que “não há orçamento que resista sem uma recomposição justa”. Logo, defendeu a recomposição retroativa, tema de ação impetrada pela Santa Casa contra o poder público.
Perícia foi resultado da audiência. (Fábio Oruê, Jornal Midiamax)
Sabe de algo que o público precisa saber? Fala pro Midiamax!
Se você está por dentro de alguma informação que acha importante o público saber, fale com jornalistas do Jornal Midiamax!
E você pode ficar tranquilo, porque nós garantimos total sigilo da fonte, conforme a Constituição Brasileira.
Fala Povo: O leitor pode falar direto no do Jornal Midiamax pelo número (67) 99207-4330. O canal de comunicação serve para os leitores falarem com os jornalistas. Se preferir, você também pode falar com o Jornal direto no Messenger do Facebook.
(Revisão: Dáfini Lisboa)
Notícias mais buscadas agora
Saiba mais
Último fim de semana de agosto tem Dia do Soldado, sarau e yoga no parque em Campo Grande
[ BASTIDORES ] Campanha em ‘Todo o lugar ao Mesmo Tempo’
No Rio, milícia cobra mensalidade até para deixar carro estacionado na rua
1882 – Frei Mariano em Campo Grande
Últimas Notícias
MidiaMAIS
Ferrugem sobe ao palco do Festival de Bonito em show aberto ao público nesta quinta
Quem vai? Cantor abre programação nacional no evento
Trânsito
Acidente entre caminhões interdita ponte por três horas na MS-377 em Água Clara
Motorista não conseguiu frear e atingiu caminhão que estava parado na ponte
Cotidiano
Previsão de tempo seco, ventania e calor de 40°C deixa MS em alerta para incêndios
Umidade pode variar entre 20% e 30%, com ventos de até 60 km/h, entre quinta (27) e sexta-feira (28)
Política
Projeto que prevê internação involuntária de dependentes químicos também será votado na sessão
Fonte: Midiamax














