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“Quando o valor precisa ser provado.”

Especialista em Avaliação de imóveis em São Paulo

Perito judicial e avaliador de imóveis em São Paulo, com avaliações técnicas fundamentadas para processos judiciais, leilões, inventários, partilhas, garantias e decisões patrimoniais.

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Perito diz que Caixa manipulou números de dívida do Corinthians pela Arena | Portal Bandeirantes

Perito diz que Caixa manipulou números de dívida do Corinthians pela Arena | Portal Bandeirantes Perito diz que Caixa manipulou números de dívida do Corinthians pela Arena | Portal Bandeirantes

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Eles apresentaram uma planilha, onde eles manipularam essas informações.

3 min

Da redação

06/09/2026 13:45 • Atualizado há 14 horas

Da redação

06/09/2026 13:45 • Atualizado há 14 horas

3 min

Eles apresentaram uma planilha, onde eles manipularam essas informações.

A frase é Anísio Castelo Branco, perito judicial do Instituto de Perícia Investigativa (IPI), que analisa o contrato da Arena Corinthians com a Caixa Econômica Federal, em entrevista exclusiva à Rádio Bandeirantes veiculada no Domingo Esportivo Bandeirantes deste domingo (6). Segundo ele, o banco não apresentou relatórios oficiais ao Timão, mas sim uma planilha, com informações inconsistentes sobre a dívida da equipe corintiana.

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Eu peguei as informações do processo, de agosto de 2019. Eu não confio nas informações que a Caixa colocou lá, porque eles colocaram uma planilha e não um relatório oficial do banco. Eles apresentaram uma planilha, onde eles manipularam essas informações. Vamos conferir se o Corinthians não pagou a mais já no passado. Eu gostaria de conferir se os dados estão corretos. Como eu faço isso? Com extratos bancários, comprovantes de pagamentos feitos pelo Corinthians – Anísio Castelo Branco

De acordo com o perito, os valores da dívida do Corinthians com a Caixa Econômica estariam reduzidos e ainda o Timão teria que ter uma parte do dinheiro paga a mais devolvido pelo banco estatal.

Com os valores corrigidos, o Corinthians estaria devendo R$ 280 milhões e teria que ter R$ 255 milhões devolvidos – acrescentou.

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O início da investigação

Anísio Castelo Branco revelou como decidiu iniciar o processo de análise do contrato do Corinthians com a Caixa Econômica Federal. Corintiano, o perito diz que faz o trabalho por “amor ao clube” e não cobra nada pelos seus serviços. Ele ainda negou ter pedido documentos do processo ao Timão e destacou que foi apenas convidado pelo clube para integrar a revisão dos valores.

“Isso começou em 2018. Em 2020, eu mandei e-mails para a diretoria do Corinthians, no caso ao Andrés (Sánchez), que nunca me deu retorno. Eu tive acesso ao processo da Caixa Econômica contra o Corinthians, em 2019, que cobrava R$ 536 milhões. Eu comecei a estudar esse processo e, como perito, eu falei: ‘”‘não pode estar certo isso aí, tem alguma coisa errada'”, iniciou.

“Eu não pedi nenhum documento ao Corinthians. Só tivemos uma conversa e eu aceitei participar desse grupo de trabalho (de análise do contrato do Corinthians). Houve algum ruído que gerou essa dúvida. Conversei com todo mundo no Corinthians, que me convidou”, destacou.

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Por fim, Anísio Castelo Branco fez uma forte declaração sobre os processos de bancos contra o consumidor e acredita que a Caixa Econômica tenha errado os valores.

Eu nunca encontrei nenhum banco que não tenha errado contra o consumidor, e acho que a Caixa não será a primeira (a não errar). Todos erram e todos se aproveitam da falta de conhecimento do consumidor. Não estou afirmando que é o caso da Caixa…mas eu contesto essa dívida de R$ 536 milhões.

Posicionamento da Caixa

Ao Estadão, a Caixa emitiu uma nota oficial sobre o caso. Confira a seguir:

A CAIXA informa que o contrato de financiamento firmado com o Sport Club Corinthians observou rigorosamente a legislação vigente, as normas do Banco Central do Brasil e do Sistema Financeiro Nacional, não havendo qualquer aspecto da operação que extrapole o regime jurídico aplicável a contratos dessa natureza.

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A contratação original, de 2013, e a renegociação concluída, em 2022, foram submetidas e acompanhadas por efetivo assessoramento técnico e jurídico da CAIXA e do Corinthians, bem como aprovadas por rigorosas regras de governança, de ambos os lados.

A CAIXA ressalta, ainda, que informações específicas sobre operações de crédito e seus termos contratuais estão protegidas pelo sigilo bancário, nos termos da Lei Complementar n° 105/2001. Por esse motivo, a instituição não pode comentar detalhes do contrato, limitando-se a reafirmar que sua atuação observou a legislação aplicável, normativos internos, controles e compliance, tanto da CAIXA, quanto do Corinthians.”

Confira a entrevista completa com Anísio Castelo Branco:

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Fonte: band.com.br

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