O Incra passou a usar uma plataforma de inteligência artificial para automatizar a avaliação de imóveis rurais. A ferramenta produziu relatórios para quase mil propriedades, que somam mais de 5 milhões de hectares. A autarquia estima uma economia de R$ 25 milhões em menos de um ano.
Receba todas as análises e informações da Geocracia pelo WhatsApp
O sistema cruza dezenas de bases oficiais, entre elas CAR, Sigef, registros imobiliários, dados do IBGE e do Inpe, Cadastro Nacional de Florestas Públicas, unidades de conservação e terras indígenas. Também incorpora histórico de crédito rural do Banco Central e informações do Censo Agropecuário sobre uso do solo e sinais de desmatamento.
A estimativa de economia foi calculada pelo Incra a partir do custo médio das vistorias de campo, incluindo diárias, combustível e outras despesas operacionais, multiplicado pelo número de imóveis analisados remotamente. Trata-se, portanto, de uma projeção de custos evitados, e não de uma nova receita registrada no orçamento.
A mudança amplia a capacidade de comparar propriedades dispersas pelo país e de priorizar deslocamentos onde existam dúvidas, conflitos ou lacunas cadastrais. Ao mesmo tempo, a qualidade do relatório depende da atualização das fontes e da correspondência entre matrícula, perímetro declarado e ocupação observada. Divergências relevantes continuam exigindo verificação técnica.
No território, a automação pode acelerar decisões públicas sobre imóveis rurais e reduzir o peso da distância na análise inicial. O ganho só se sustenta se os resultados mantiverem origem dos dados, data das imagens, critérios de avaliação e revisão humana. Sem essa trilha, a escala da ferramenta também pode ampliar erros cadastrais ou fundiários.
ISSN 3086-0415, edição de Luiz Ugeda.
Fonte: Geocracia














